quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Como estudar?

Estudar exige mais do que paciência e força de vontade. Estudar requer também, muita disciplina e o domínio de algumas técnicas - às vezes, simples - para que o aprendizado seja feito com a máxima eficiência e o mínimo de tempo.

Uma boa dica é não deixar tudo para a véspera. De fato, não é fácil conseguir motivação hoje, e começar a estudar para uma prova que só será daqui a 2 semanas. Mas isso, é só uma questão de reeducação de hábitos. Experimente tirar 2 horas de seus dias, para estudar o conteúdo das aulas dadas naquele dia. Com o tempo, você terá mais facilidade em compreender e memorizar toda a matéria, e ainda sentirá uma queda no nível de stress das vésperas de prova, quando o conteúdo se acumula, e você não sabe nem por onde começar a estudar. Com essa metodologia, o menos vai virar mais. A matéria estará sempre fresca na sua cabeça, e estudando menos, você estará aprendendo mais.

Abaixo seguem mais algumas dicas, bastante interessantes.

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Como ler bem

"Ler um livro é estabelecer um diálogo animado pelo desejo de compreender. Nossa leitura deve ser governada por um princípio fundamental de respeito à voz que nos fala no livro. Não temos o direito de desprezar um livro só porque contradiz nossas convicções, como também não devemos elogiá-lo incondicionalmente se estiver de acordo com elas". (Prof. Armando Zubizarreta).

Qualquer leitor, portanto, tem como primeiro desafio o de estar pronto para ler: disposto a aprender e aproveitar a leitura. Mesmo em caso de tratar-se, à primeira vista, de mera tarefa e não de algo que possa lhe dar prazer. Essa preparação exige dois pré-requisitos: prestar atenção e evitar a avidez. Devorar centenas de páginas não leva a nada.

Você vai ler? Saiba então que a compreensão de um texto exige mais do que o simples correr dos olhos sobre as letras. Comece por escolher um local tranqüilo, confortável, bem iluminado. E não se apavore em caso de não conseguir entender tudo de imediato. A compreensão depende do nível cultural do leitor, que vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura.

Recomenda-se, em geral, que não se passe ao parágrafo seguinte sem ter entendido bem o anterior. Isso você pode conseguir, voltando e relendo o trecho quantas vezes forem necessárias e, se preciso, recorrendo a dicionários e enciclopédias. No entanto, não se deve interromper demais a leitura. Por isso, conforme-se em aprender o significado geral, sabendo que, com o hábito de ler, essa tarefa vai ficar cada vez mais fácil.

Lembre-se sempre que um mínimo de disciplina é indispensável ao leitor que quer ou precisa aprender. A leitura, para ser mais produtiva, pode ser dividida em fases: 

  • Faça um reconhecimento do texto para saber de que assunto trata. Mesmo no caso de romance é bom ter uma idéia do tema central. 
  • Procure isolar as informações principais. Para isso, é bom sublinhar ou assinalar passagens. 
  • Ao encontrar expressões especializadas, (de medicina, direito, etc.) procure conhecer e anotar seus significados. Assim, além de aumentar seu vocabulário, você conseguirá uma correta interpretação de sua leitura. 
  • Procure separar os fatos, das interpretações que deles faz o autor. Retome as informações essenciais que foram isoladas anteriormente, para saber que relações existem entre elas. 

Assim, você estará pronto para estabelecer suas próprias idéias sobre o texto. Mas lembre-se: o trabalho intelectual exige rigor. Por isso nunca é demais voltar ao texto, reler e aperfeiçoar a leitura.

Como tomar notas

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A escrita é um poderoso instrumento para preservar o conhecimento. Tomar notas é a melhor técnica para guardar as informações obtidas em aula, em livros, em pesquisas de campo. Manter os apontamentos é fundamental. Logo, nada de rabiscar em folhas soltas. Mas também não se deve ir escrevendo no caderno tudo que se ouve, lê ou vê. Tomar notas supõe rapidez e economia. Por isso, as anotações têm de ser:

a) suficientemente claras e detalhadas, para que sejam compreendidas mesmo depois de algum tempo;

b) suficientemente sintéticas, para não ser preciso recorrer ao registro completo, ou quase, de uma lição.

Anotar é uma técnica pessoal do estudante. Pode comportar letras, sinais que só ele entenda. Mas há pontos gerais a observar. Quando se tratar de leitura, não basta sublinhar no livro. Deve-se passar as notas para o caderno de estudos. O aluno tem de se acostumar à síntese: aprender a apagar mentalmente palavras e trechos menos importantes para anotar somente palavras e conceitos fundamentais. Outros recursos: jamais anotar dados conhecidos a ponto de serem óbvios; eliminar artigos, conjunções, preposições e usar abreviaturas.

É preciso compreender que anotações não são resumos, mas registros de dados essenciais.

Como educar a memória

Aprender é uma operação que não se resume a adquirir noções, mas consiste em reter o que foi lido, reproduzir e reconhecer uma série de experiências e pensamentos. Portanto, é imprescindível educar a memória. Logo após o estudo de algum ponto ou matéria, nota-se que o esquecimento também trabalha: a mente elimina noções dispensáveis. Sem disciplina, entretanto, nunca haverá um jogo útil entre memória e esquecimento, entre horas de estudo e horas de descanso.

Para facilitar o aprendizado e fixar na memória os conteúdos aprendidos, basta proceder a uma série de operações sucessivas e gradativas no tempo. Repetir é importante, mas não só: saber de cor nem sempre vai além de um papaguear mecânico. As técnicas psicológicas de memorização são complexas, mas podem ser utilizadas simplificadamente pelo estudante. Algumas indicações:

a) ler mentalmente e compreender o assunto;

b) reler em voz alta;

c) concentrar a atenção em aspectos específicos: nomes, datas, ambientes, etc.;

d) notar semelhanças, diferenças, relações;

e) repetir várias vezes em voz alta ou escrever os conhecimentos adquiridos (os pontos principais);

f) fazer fichas com esquemas que incluam, de um lado, a seqüência das noções principais e, do outro, detalhes referentes a cada uma delas;

g) nunca esquecer de repousar, pois uma mente cansada aprende pouco e retém com dificuldade.

Como estudar em grupo

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Estudar em conjunto é um modo produtivo de fazer render ao máximo o esforço do aprendizado. E há muitas maneiras de os estudantes se ajudarem, mesmo que não se organizem em um grupo. Entre as mais importantes: a comparação dos apontamentos das aulas e das horas de estudos. Assim, trocam-se idéias e verificam-se os pontos fundamentais e os mais difíceis.

Dois princípios a serem pensados:

a) o estudo em conjunto deve refletir uma inteligente divisão de trabalho;

b) as sínteses não garantem plena compreensão, mas são interessantes como resumo dos conhecimentos adquiridos.

Quando o estudo em grupo é uma preparação para provas ou exames, o aluno deverá estudar toda a matéria por si mesmo, de modo que o trabalho com os colegas seja apenas uma revisão, uma possibilidade de aprofundamento e, às vezes, de correção dos pontos.

Algumas possibilidades de organização e divisão de trabalho no grupo: 
  • Cada um estuda partes diferentes de um assunto e traz para serem fundidas na reunião; 
  • Cada um estuda e consulta fontes sobre o mesmo assunto e expõe ao grupo, para uma comparação e aprofundamento; 
  • Cada um estuda um ponto de um capítulo e faz seu relatório ao grupo, debatendo ou respondendo a perguntas depois. 
É a voz corrente entre professores que a melhor maneira de aprender uma matéria é ensiná-la aos outros. Os alunos podem comprovar isso nas exposições orais de suas reuniões de grupo. E toda vez que um colega vier pedir auxílio.

Como fazer uma redação

Comunicar, eis a principal finalidade de uma redação. Ou seja: dizer algo, por escrito, a alguém. Mas o quê? A primeira operação para redigir um tema é compreender corretamente o enunciado contido no título. Um exame cuidadoso do título proposto dá ao estudante a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber imediatamente como desenvolver o pensamento para não fugir do tema. E conduz ao segundo passo: fazer um esboço do que vai ser dito.

Há quem prefira esboçar o tema mentalmente. Nunca é demais, porém, tenha o cuidado de anotar o plano, de modo que seja fácil segui-lo depois. Fazer um esboço depende, é claro, do conhecimento do aluno. E até mesmo do assunto. Mas um macete infalível é o da divisão em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Começa-se por chamar a atenção do leitor para o assunto, digamos, "A descoberta do Brasil", falando sobre a situação de Portugal no século XV, o florescimento cultural, a Escola de Sagres e as técnicas de navegação ali aperfeiçoadas. É a introdução, que conduzirá ao desenvolvimento: a frota de Cabral, seus objetivos, a viagem e seus problemas, a chegada a Porto Seguro, a comunicação da descoberta. Conclui-se de modo a evidenciar a importância que foi atribuída ao fato, na época, podendo-se adiantar algo sobre o significado histórico que teria depois.

Na exposição de assunto científico ou de caráter interpretativo, é bom lembrar que o sistema é: antecipar o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Nunca deixar, também, de enumerar em estrita ordem alfabética, todas as fontes e toda a bibliografia utilizada para compor o trabalho. Depois de tudo escrito, a tarefa ainda não terminou. A redação feita em casa ou em classe deve ser revista. É preciso ver se foram utilizadas as palavras mais expressivas, se não há erros de grafia, se a pontuação foi bem feita. Não se exige de ninguém um texto literariamente perfeito, mas escrever corretamente é obrigação.

Fonte: Tilibra

sábado, 10 de outubro de 2015

Estudar é mais fácil do que você pensa!

Se você é daqueles que se deixam interromper por qualquer motivo, pode estar certo de que aí está a causa de seus problemas escolares. Nada atrapalha mais o estudo do que começar e parar, começar e parar... Evite esse problema, com estas dicas:


1. Reserve sempre um mesmo período do dia para realizar as tarefas escolares, esforçando-se para não alterar esse horário de estudo. Isso o ajudará a criar um hábito de trabalho em casa. Descubra em que período do dia você é mais produtivo, pois isso varia de pessoa para pessoa. Peça que alguém da casa atenda ao telefone, avisando que você está ocupado. Se for para você, retorne a ligação logo que possível.

2. Procure um canto sossegado para estudar, verificando se todo o material de que precisa está à mão, como lápis, cadernos, dicionário, caneta, livros, borracha, compasso e coisas assim. Esse lugar deve ser gotoso, agradável, onde você tenha prazer em ficar. Mas deve ser também um local em que você possa isolar-se do mundo, fechando-se para tudo e para todos e estando aberto somente para aquilo em que você quer se concentrar.

3. Organize uma sequência de trabalho, isto é, o que fazer em primeiro lugar, o que fazer em seguida e assim por diante, de acordo com as necessidades. As tarefas para o dia seguinte devem ser as primeiras a serem feitas.

4. Ao final de cada tarefa, levante e dê uma voltinha por alguns minutos. Isso o ajudará a descansar sua mente e seu corpo. Depois, volte e retorne as tarefas.

5. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Não faça uma atividade com a cabeça preocupada com o que ainda está faltando. Se você se organizar bem, haverá tempo de sobra para tudo.

6. Acostume-se a prestar atenção no tempo que você está gastando para fazer suas tarefas. Cada pessoa tem seu ritmo próprio. Não se compare aos outros, mas veja se não está perdendo tempo à toa.

7. Todo dia, você deve dar uma olhada rápida no assunto que acabou de ser ensinado. Não deixe para rever toda a matéria na véspera da prova. Desse jeito, você só descobrirá dúvidas quando não houver mais tempo de pedir auxílio ao professor.

Antes da prova

1. Não deixe tudo para a véspera! Faça uma programação de estudo que lhe permita revisar a matéria toda um pouco por dia durante alguns dias. Assim, você terá tempo para perceber pontos que não compreendeu bem e tirar suas dúvidas com o professor. Este Guia de Estudos serve justamente para isso: para você fazer sua programação.

2. Estude a matéria da prova na sequência em que foi explicada pelo professor. Não estude de modo desordenado, pulando capítulos, indo e voltando. Isso só vai confundi-lo.

3. Faça de novo os exercícios principais, sobretudo os mais antigos, para verificar se não esqueceu nada. Se houver alguma dúvida, anote neste Guia e fale com o professor. Não vá para a prova com dúvidas!

4. Se já tiver feito alguma outra prova com parte da matéria que você está estudando, dê uma olhada nela novamente. Atenção para não cometer os mesmos erros!

5. Preparar-e bem para uma prova é estudar todos os dias a matéria que for dada, mesmo sem saber em que dia será a prova. Quando a prova for marcada, você só terá de dar uma recordada [revisada] no que já viu, para sair-se muito bem.

No dia da prova

1. Verifique se você está levando todo o material de que vai precisar para a prova. A falta de uma régua ou de uma borracha pode prejudicá-lo.

2. Antes de começar a responder as questões, dê uma olhada na prova toda. Isso vai ajudá-lo a calcular a dificuldade das questões e o tempo que será necessário para resolver cada uma delas.

3. Concentre-se em uma questão de cada vez. Comece pelas mais fáceis. À medida que for resolvendo-as você vai ganhar mais confiança para enfrentar as mais difíceis.

4. Procure calcular bem o tempo da prova, reservando alguns minutos para uma revisão fina antes de entregá-la. Lembre-se: use todo o seu tempo disponível! Não tenha pressa para entregar a prova. Não se perturbe se quase todos os seus colegas já saíram da classe. Cada um deve preocupar-se com seu próprio ritmo. O importante é fazer uma boa prova e não bater recorde de velocidade!

5. Preste atenção ao que o professor pede que você faça na prova. Verbos como definir, explicar, exemplificar, relacionar, comparar têm um significado muito preciso. Se você "traduzir" mal o que o professor pediu, pode errar a questão, mesmo sabendo a matéria!

6. Digamos que o professor peça a definição de um cubo. Se você disser: "Um cubo é, por exemplo, um dado", você errou! Uma coisa não é "por exemplo", nada! Uma coisa é somente aquela coisa e pronto. O certo seria você responder assim: "Um cubo é um sólido que tem seis faces quadradas iguais"... Se o professor pedisse para você exemplificar um cubo, aí sim, você poderia citar o dado.

7. Do mesmo modo que muita gente erra quando a pergunta pede para comparar ou para relacionar duas coisas. Nesse caso, não basta definir cada uma delas, lado a lado. O que o professor quer é que você analise cada uma delas e veja quais são as semelhanças e diferenças existentes entre elas. É preciso pensar!

8. Também dá o maior problema quando o professor pede para explicar alguma coisa. Nesse caso, é preciso explicar mesmo, dar detalhes sobre a tal coisa. Não basta definir e pronto! Explicar quer dizer "desdobrar", "deixar claro". [pense em como você iria explicar sobre o Império Romano para quem nunca passou pela escola e ponha no papel]

9. Não adianta querer escrever mais do que o professor pediu, pretendendo assim melhorar a nota. Você deve ser objetivo e responder apenas o que foi solicitado. Lembre-se que, se tentar enrolar e fazer mais do que foi pedido, você pode até aumentar suas chances de errar!

10. Mesmo quando você não souber uma questão, é sempre bom tentar respondê-la ou resolvê-la. Muitos professores dão parte da nota da questão quando descobrem que o aluno fez um esforça para acertar.


Fonte: SAAS - Serviço de Assistência ao Aluno Salesiano
[minhas anotações]