quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bar (playlist para ouvir bebendo)

aperta o play:



Há muito tempo que eu tava querendo fazer essa playlist. E olhe que ainda não tá pronto, mas já tem umas 4h30m de música.

Meu objetivo nessa playlist era reunir músicas pra se ouvir tomando uma. Tem músicas mais agitadas como Janis Joplin e tem músicas mais calmas como Tindersticks (que é bom pra vinho). E ainda tem o clássico do Dire Straits, Sultans of Swing.

Pra compor essa playlist, eu também roubei das My awesome dive bar juke box collection; 12 bar blues songs e Rock Bar playlist. Aliás, recomendo todas elas.

Ainda tou pensando em colocar algumas country mas já dá pra matar as horas bebendo num domingo.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Mickey, meu gato

Esse é Mickey em seu castigo por ter roubado meu absorvente.
Sim, ele pega e sai correndo. Ele sabe que é errado!

- Paty, abre ali pra Mickey! -  grita minha mãe da cozinha.
É assim quase todos os dias. Chega a noite e meu gato fica pirado pra sair. Ele fica na porta esperando alguém chegar da rua. Ou alguém jogar o lixo. E é assim que ele sai correndo pra fora.

Já acompanhei ele nessas saídas várias vezes. A vizinha interfonava reclamando dizendo que ele mijava nas plantas dela. Era tudo mentira. Teve dia que ela reclamou e Mickey nem tinha saído de casa! Mickey aprendeu a não fazer isso. Depois que virou adulto é que não faz mesmo. Aqui em casa também tem planta. Enfim.

Depois disso fui atrás dele e descobri o segredo do meu gato. Segredo não, todo gato tem esse comportamento. Ele descia do quarto andar para o primeiro, pulava o muro do corredor e ficava no teto do estacionamento. O que fazia lá? Tentava caçar alguma coisa. Até morcegos. Ficava observando as pessoas embaixo, ou simplesmente ficava sentado olhando pro nada. Se esfregava no chão. Mas a maior parte do tempo, ele não fazia nada.

Antigamente ele ia mais longe. Saía do prédio e ficava caçando na rua. Não ia mais longe que isso (ainda bem). Ainda hoje ele volta com alguma lagartixa pra dividir com a mãe e a irmã. Mas não é tão frequente.

Antigamente essas saídas demoravam mais. Hoje em dia ele sai e num instante volta. E como ele entra em casa? Bom, ele fica na porta miando, chamando a gente pra abrir, porque afinal, ele ainda não aprendeu a abrir a porta, rs. E é assim. Eu vou lá abrir a porta pro cara.

Ele tem hábitos que eu nunca vi em nenhum gato. Ele é muito carinhoso. Eu chamo ele, e ele atende. Ele olha. Ele fica de barriga pra cima pra pedir carinho. Ele me chama pra colocar comida ou água. Fica agachado de frente pro pote miando e olhando pra mim. Ele só falta falar: - Olha aqui, tá faltando água pra beber!

Mickey tem todo um charme. Tem sentimentos. Fica triste, feliz, decepcionado, irritado. Mas ele meio que sabe o que a gente quer e o que a gente quer dele. O olhar dele diz que ele sabe. Uma vez eu fiquei triste, e eu tenho certeza que ele sabia.

Mickey sabe quando faz alguma coisa errada. Ele faz escondido ou ele sai correndo pra se esconder. Mas ele sabe que eu amo ele.

Ter adotado Pandora, foi uma das coisas mais felizes que eu fiz na vida. Ela teve dois filhos lindos. Um casal que dá banho um no outro. Um não vive sem o outro. Se tá faltando alguma coisa na tua vida. Alguém. Quem sabe pegar um gato na rua e dar carinho a ele. Com certeza ele vai retribuir.

terça-feira, 16 de junho de 2015

O Valor do Tempo



Você já deve ter visto esse vídeo no Facebook. E realmente é uma reflexão que todos nós deveríamos fazer diariamente. É a primeira vez que vejo o Faustão não interromper alguém. E para um programa que faz você desperdiçar seu tempo valioso, foi um soco no estômago. Palmas para Nelson Freitas!

Eu comecei a refletir mais sobre isso quando li um texto de Sêneca no blog de Patrícia Pirota. Fiquei refletindo sobre como administro meu tempo e o que faço com ele. Fiquei decepcionada comigo mesma. E continuo decepcionada.

Adicionei às minhas metas valorizar mais o meu tempo.

Tem gente que tem condições de viajar, estudar, fazer um curso, se aventurar ou até mesmo ajudar os outros. Mas preferem fazer coisas que adicionam em nada na vida. Pra muita gente, seis meses passa despercebido, como um piscar de olhos, um estalar dos dedos. Conheço uma pessoa que há anos não faz nada diferente. Zeca Camargo passou seis meses viajando pelo mundo. Muita gente viajaria sem aprender nada, sem ter aproveitado o tempo em cada lugar. Mas ele soube alimentar sua alma de experiências:

"[...] Eu tentei colocar tudo aqui, nas a tarefa é inglória. Eu mesmo não me lembro de tudo que vivi e experimentei nesses últimos seis meses. Mas sei bem como tudo isso mexeu comigo. Sobretudo como isso me fortaleceu. Lá em cima brinquei que as pessoas que não têm a sensibilidade para entender coisas assim jamais chegariam a essa altura deste longo texto de hoje. Espero realmente que elas tenham me abandonado parágrafos atrás. E celebro quem veio comigo. Porque se você chegou até aqui é porque tem o potencial de entender o poder dessas coisas que a gente experimenta pelo mundo. E sabe como isso transforma.
Voltar para a rotina, para a minha realidade aqui é um processo cruel, mas que encaro agora sem medo. Voltei com uma coragem e, sobretudo, com uma certeza do que eu quero da vida, como nunca havia conquistado nesses 52 anos. E tudo isso me deixa, repito, mais forte. E, consequentemente, mais feliz. E se escrevi tudo isso até aqui foi para poder dividir isso tudo com você. 
[...] 
Se essa última viagem de seis meses (quase ininterruptos) me ensinou alguma coisa, foi a de que eu ganhei essa experiência sim. Cresci ainda mais com ela. E seria injusto guardá-la só para mim".
[Uma História do Tempo - Zeca Camargo] 

Eu li um livro que tinha um trecho que falava sobre o tempo e não me recordo qual é. Vou deixar registrado aqui pra poder procurar mais tarde.

Reflita mais sobre isso.

Abaixo vídeo com o texto de Sêneca que mencionei. Se você não visualizar as anotações, clique nesse link.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Eu e o Dia dos Namorados



Hoje é o Dia dos Namorados. Quem me lembrou foi minha mãe. Entrei no facebook só pra mandar um recado pro meu namorado avisando que meu celular tá de frescura e então encontro milhares de postagens de casais, amigos meus, declarando amor e etc etc.

Não é por falta de sensibilidade, mas já faz um tempo que só comemoro dias de aniversário. Demonstro carinho todos os dias aos meus pais, meu namorado e amigos, digo até conhecidos. E me estranha bastante eu ter de demonstrar isso, meio que pressionada, por esses dias comemorativos.

Convivo quase que diariamente com meu namorado, que carinhosamente chamo de chuchu. E essa brincadeira começou desde o começo do nosso namoro. A gente não costuma se beijar publicamente e nem postar foto diariamente pra provar nosso relacionamento. Totalmente desnecessário pra quem não tem tempo.

Eu também trabalho com meu namorado. A gente tem uma relação de amizade e temos opiniões muito diferentes sobre muita coisa. Temos nossos defeitos que faz a gente brigar com uma certa frequência. Mas somos felizes assim.

A gente sonha com um dia de folga. Um dia em que a gente tenha uma noite romântica com jazz, vinho e pizza. Ou talvez uma noite bebendo cerveja e jogando sinuca. Mas hoje não é esse dia.

Não fiz nada pra ele. Não tenho dinheiro pra presente. Ele muitas vezes me vem com chocolate. E isso pra mim é mais importante do que ele me trazer um presente (de última hora) por causa de um dia comemorativo. Nada contra.

São quase quatro anos de relacionamento e posso dizer que foi maduro desde o começo. Ele é mais velho e eu tive outros relacionamentos que me fizeram mais madura (graças!). Ainda tenho muita coisa pra aprender. Sou muito egoísta às vezes.

Hoje eu vi uma postagem com o título "ainda dá tempo", mostrando presentes pra dar de última hora. O que me fez refletir. Por isso o motivo desse post. Queria que as pessoas fossem mais livres, naturais e espontâneas. E também sinceras com elas mesmas. Que não se sintam mal por terem esquecido alguma data, ou por não terem comprado um presente. A gente tem a vida inteira pra dar um presente.

Eu tou "fazendo" um presente pra uma amiga há mais de um ano. Tenho a garantia que ela vai gostar porque conheço ela o suficiente pra ter certeza.

Também sei exatamente o que o meu namorado quer e também do que ele precisa. Isso é melhor do que ir na Boticário e comprar um perfume. Ou uma caixa de chocolate. Ninguém lembra depois do que deu e do que recebeu.

Quem sabe eu escreva uma carta? Não faz sentido. Amanhã estaremos juntos e posso dizer o que deixei de escrever.

domingo, 7 de junho de 2015

Minúsculos



Minúsculos é uma série de animação sobre insetos e é muito fofo. Eu só assisti dois episódios na TV Cultura e me apaixonei. Os dois episódios tinham uma moral. E isso pras crianças é maravilhoso.


Infelizmente eu não achei no youtube a história mais curta e mais fofa que eu já vi. A história era de uma centopeia que estava com medo de atravessar a rua. E aí vem uma lesma (ou um caramujo, sei lá) e atravessa. A centopeia continua lá, com medo. E aí o caramujo atravessa de volta pra ajudar a centopeia. Enfim, é muito lindinho.
Os insetos não falam, mas o barulho remete a um ambiente real. Como se a gente observasse a vida dos insetos e construísse uma historinha por trás.


Cada episódio tem em média apenas 5 minutos. E são 5 minutos lindos, fofos e ❤
Muito amor.
Não é à toa que esse desenho ganhou 5 prêmios =) [wiki]

Eu não sou muito fã de insetos. E confesso que esse barulhinho de asas me dá nos nervos. Mas olha que fofo ❤


E puts grila, fizeram um filme!!! Trailer:


Pra quem quiser baixar