quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Citações: O Complexo de Portnoy - Philip Roth

Não vou escrever resenha sobre este livro, mas deixo aqui uma resenha muito boa publicada no Gazeta do Povo e outra no blog Livros Abertos de Camila Kehl.
A edição que eu tenho.
Faz parte da coleção Grandes Sucessos
(amo essa coleção)

"Eles adoram um judeu, sabe, Alex? Toda essa grande religião deles baseia-se na adoração de alguém que na época era reconhecidamente judeu. Agora, que me diz dessa estupidez? Que me diz dessa maneira de jogar areia nos olhos do público? Jesus Cristo, que eles vivem por aí dizendo a todos que era Deus, era na verdade um judeu! E a esse fato, que absolutamente me estarrece quando penso nele, ninguém dá a menor atenção. Que ele era um judeu, como você e eu, que pegaram um judeu e transformaram-no numa espécie de deus depois de morto, depois - e é isso que põe a gente inteiramente doido -, depois os sórdidos miseráveis se voltam; e quem são os primeiros a serem perseguidos na sua lista? A quem, durante dois mil anos, jamais deixaram de assassinar e odiar? Aos judeus! Que, para início de conversa, lhe tinham dado o seu amado Jesus! Garanto-lhe, Alex, que na sua vida inteira você nunca conhecerá uma mistura de porcarias e de tolices asquerosas comparável à religião cristã. E é nisso que acreditam esses assim chamados figurões!"
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...para infringir a lei, tudo o que se te a fazer é tocar para a frente! Tudo o que se tem a fazer é deixar de tremer e de achar a coisa inimaginável a além das nossas possibilidades: tudo o que se tem a fazer é fazê-lo!
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A capa que faz mais sentido - amei essa capa

Pregado por cima da pia dos Girardi, há um quadro com Jesus Cristo subindo ao céu numa túnica cor de rosa. Quão asquerosos chegam a ser os seres humanos! Desprezo os judeus pela sua estreiteza de ideias, sua ostentação de virtude, o sentido incrivelmente bizarro que estes homens das cavernas que são os meus pais e parentes têm às vezes da sua superioridade - mas quando se trata de espalhafato e vulgaridade, de crenças que envergonhariam até mesmo um gorila, é realmente impossível superar os goyim. Que espécie de palermas desprezíveis e desmiolados são essa gente para adorar alguém que, primeiro, nunca existiu, e segundo, se existisse, com a aparência que tem no quadro, seria, sem dúvida, o Maricas da Palestina. Num corte de cabelo pajem, uma cútis Palmolive e usando uma túnica que hoje verifico deve ter vindo do Frederick de Hollywood!
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"Quando tais homens amam, não experimentam desejo, e quando experimentam desejo, não conseguem amar".
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sábado, 10 de agosto de 2013

Um lixo de música, por que não?


Faz muito tempo que eu não deixo uma musiquinha aqui no blog? Então vamos lá que hoje tem (mais uma vez) uma voz feminina. E a dona dessa voz se chama Shirley Manson. Essa mesmo! É aquela da série¹? Sim! Já sabe a banda? Claro, Garbage. Banda que se formou em 1993 e atuando desde 1994², daí então sua influência grunge (pessoas não vão concordar).

A banda continua na ativa com a Shirley nos seus 46 anos de idade. Seu último álbum é do ano passado e está intitulado amigavelmente como Not Your Kind of People. Calma, não é à toa que a banda se chama Garbage (lixo) e podem contestar meu gosto musical. Gosto sim de música ruim, e daí? Não é porque a banda se chama lixo que é um lixo. Mas sim, é um lixo sim, okay? (retiro o que disse).

Não conheço todas as músicas dessa banda, devo confessar, mas sei que os dois primeiros álbuns foram de grande sucesso e realmente é de lá que têm os hits e músicas que ouço mais.

Clique em "mais informações" para assistir aos 3 videoclipes que vou deixar aqui. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson


O segundo volume da trilogia Millenium foi lançado, no Brasil, em 2009 pela Companhia das Letras. O autor da trilogia é o Stieg Larsson, jornalista sueco que morreu em sua casa logo após ter entregue os originais dos romances que compõem a trilogia Millenium. Não teve a honra de ter visto o sucesso de sua trilogia em 2011. Sessenta milhões de cópias sendo vendidas em mais de 50 países.
Lisbeth e seu ex-tutor Holger Palmgren

A Menina que Brincava com Fogo é continuação do primeiro volume da trilogia - Os Homens que não Amavam as Mulheres. Este segundo romance vai contar a história da personagem Lisbeth Salander em uma trama onde ela está sendo acusada de três assassinatos em Enskede. Sozinha, Lisbeth Salander escondida e disfaçada, vai tentar descobrir quem foi o autor do triplo assassinato e provar sua inocência.

Nos jornais e revistas sensacionalistas, Lisbeth Salander é estampada como a principal suspeita e é vista como uma louca, lésbica e satânica. As poucas pessoas que conhecem Salander acreditam em sua inocência e juntas vão tentar investigar, paralelamente à polícia, quem é assassino.
Lisbeth mudou - tirou algumas tatuagens e alguns piercings
e ainda colocou silicone

A principal suspeita de ter matado Mia Bergman e Dag Svensson é alguém ligado ao tráfico de mulheres, já que o casal estava investigando o assunto. Dag estava bem perto de conseguir o principal articulador do crime. Ele estava trabalhando junto com a Revista Millenium e iria publicar a denúncia em uma edição especial e junto, publicar um livro a respeito (já que a Millenium também publicava livros). Com o assassinato, a edição teve de ser cancelada, já que faltava um último capítulo.

A história a partir daí vai se desenvolvendo e vamos descobrindo aos poucos quem é o verdadeiro assassino, apesar de já suspeitarmos. Mas a suspeita também não vem com a principal causa e depois é que vamos descobrindo até os últimos capítulos.

É neste romance que nos vai estar esclarecido o jeito Lisbeth Salander de ser - como foi sua infância e adolescência. 
Há outras biografias, mas esta do Jan-Erik
Petterson é a mais conhecida no Brasil

Toda a escrita de Stieg Larsson é muito minuciosa, acreditamos em tudo que lemos porque tudo é possível de acontecer na vida real. Tanto é que algumas coisas dessa trilogia aconteceu de verdade. O próprio personagem Mikael Blomkvist é considerado o retrato do autor. E Lisbeth, uma garota que Larsson viu sendo estuprada por homens.
Até a morte do autor é um mistério, muitos acreditam que sua morte tem a ver com algo que ele publicou já que ele mesmo diz ter sido perseguido e ameaçado de morte.

Jan-Erik Pettersson, escreveu uma biografia sobre Stieg Larsson, seu colega de trabalho. Livro que desejo ler após ler A Rainha do Castelo de Ar, o terceiro volume da trilogia. Há rumores que haveria um quarto romance, mas Larsson morreu antes de terminar e talvez a sua esposa termine o livro para os fãs. Espero que fique ao estilo do jornalista.

Adaptações para o cinema

O primeiro romance têm duas adapções - a americana e a sueca. A adaptação sueca está completa e quem já leu a trilogia já pode correr pra locadora e assistir.

A adaptação americana está no primeiro volume por enquanto. Há rumores que o ator Daniel Craig não aceitou o cachê ou algo do tipo e não sabemos ao certo se haverá continuação. Mas parece que terá sim em 2014. E por falar nisso, eu gostei do elenco de ambos os filmes.

Curtindo as férias nos hotéis. Saiba como ela conseguiu tanto dinheiro
lendo o primeiro romance da trilogia
Assisti a versão sueca para este segundo romance e gostei. Apesar de, como sempre, eles terem tirado muitos fatos do livro (mais de 500 páginas para um longa não dá). E também acrescentaram ou mudaram certos personagens. Aqui ou ali sentimos falta de alguns personagens, mas nada demais.

Quem conhece cinema deve entender que um filme fiel fica difícil e complicado. No caso dessa trilogia, eu entendo perfeitamente. O meu sonho é que essa trilogia fosse adaptada para uma série. E aí sim poderíamos ter uma adaptação fiel e de qualidade. Mas nem tudo são flores não é?

Do blog Reading and Reviewing, ela capricha nas fotos
e coloca no Flickr
Curiosidades
  • neste segundo filme sueco, o boxeador Paolo Roberto interpreta seu próprio personagem;
  • foi indicado em 2010 ao melhor filme (voto popular) na European Film Awards;
  • seu orçamento estimado foi de 4 milhões de euros;
  • o nome V. Kulla, presente na porta do apartamento de Lisbeth Sallander, é uma referência à personagem Pippi Longstocking, criada por Astrid Lindgren, que mora na Villa Villekulla;
  • logo no início, na cena em que os editores da Millennium se reúnem no escritório, uma pilha de revistas pode ser vista numa das mesas. Nela está em destaque a EXPO, a revista anti-fascista que Stieg Larsson, autor da trilogia "Millennium", ajudou a criar.