terça-feira, 23 de abril de 2013

Ser ou não ser, eis a questão

Uma homenagem - 397 anos da morte de Shakespeare



Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Restaram poucos registros da vida privada dele, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores.
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Vocais femininos

Estava devendo um post de música, e, neste tema, acho que eu deveria fazer um segundo, um terceiro post  e assim por diante futuramente. Quem tiver interesse, me cobre. De verdade. Escolhi 7 porque é um número místico e porque não tem como colocar 13 vídeos aqui. Ficaria mega pesado. Aproveitem o fim de semana e ouçam essa playlist.

1. Muito difícil escolher apenas uma música de Roxette. Eu amo quase todas para ser sincera. Essa música é linda e o clipe é cheio de símbolos maçônicos.


2. Gosto de Madonna, conheci a fase mais rica dela que foi entre a década de 80 e 90. Esse clipe eu escolhi porque acho que poucas pessoas conhecem (não sei, é um julgamento meu).


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Para visitar



Aqui deixo algumas páginas interessantes para você visitar este fim de semana. Artistas, obras, exposições interessantes para você se inspirar nas suas horas mais criativas.

1. Homenagem ao artista Leonílson (eu não conhecia).
Quando eu vi as fotos de suas várias artes, me apaixonei.
É bem o tipo que eu gosto: "traço simples, por muitas vezes infantil, tinha o poder de comunicar usando poucas linhas e palavras soltas".
Deixarei o link aqui com mais informações: Leonílson, 56


2. Ângelo resolveu registrar a luta de sua esposa durante os 5 anos que ela bravamente enfrentou a doença.  Seu objetivo foi fazer com que as pessoas conhecessem mais sobre a doença, fizessem um exercício de empatia e, mais do que tudo, ele queria mostrar que o apoio e a vontade de viver do paciente é fundamental.
Se valeu a pena? E ele afirma que não trocaria os 5 anos que viveu com ela por nada no mundo. As fotos são emocionantes! Veja as fotos

3. O fotógrafo Benoit Paillé conseguiu a autorização para tirar fotos dentro do Rainbow Gathering - o que é expressamente proibido -. Ele teve facilidade, pois já participa do grupo nômado há mais ou menos sete anos.
O grupo é inspirado nos conceitos hippies e os leva ao pé da letra. Amor, harmonia, paz, liberdade, preocupação com a ecologia, são valores carregados por todos os integrantes que ali vivem.
Explicando melhor, o Rainbow Gathering é um tipo de reunião anual que une a “Rainbow Family”. O “festival” já possui mais de 38 anos e reúne centenas de pessoas – cada vez mais -, que passam os dias em acampamentos ao ar livre, praticando os ideias que acreditam. Veja mais

4. Na fotografia, temos o amante de Paris chamado Brassaï, Na pintura temos o "americano mais francês" chamado Edward Hopper. Artista que, depois de Degas, é o meu favorito. Sua temática mais marcante é a solidão. Antonio Ribeiro, correspondente de Paris na revista Veja, escreveu uma matéria linda sobre Hopper. Vale a pena ler!
Além disso, Karina Melo fez o Projeto de Conclusão de Curso baseado nas obras do pintor, e está disponibilizado no site hopper.com.br.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

5 livros da lista Desejados

O harém de KadafiA história real de uma das jovens presas do ditador da Líbia
Um relato chocante do reino de terror de Muamar Kadafi e uma análise sensível do destino das mulheres vítimas desse sistema. Soraya tinha apenas quinze anos quando Muamar Kadafi foi visitar a escola onde ela estudava. No momento em que ela lhe estendeu um buquê de flores, ele colocou a mão na cabeça da menina e acariciou seus cabelos. Era o gesto secreto que sinalizava a suas guarda-costas que ele a havia escolhido. Soraya foi raptada e viu sua infância chegar ao fim. Durante sete anos, foi estuprada, espancada, forçada a consumir álcool e cocaína e depois integrada às tropas das “amazonas” de Kadafi. Neste livro, a conceituada jornalista Annick Cojean dá voz a Soraya, desvelando um aspecto pouco conhecido da ditadura de Kadafi – o abuso de drogas que estimulava a megalomania sangrenta do ditador e o cruel abuso sexual de jovens líbias, escolhidas entre aquelas que lhe chamassem atenção. Inúmeras mulheres tiveram o mesmo destino de Soraya, centenas provavelmente. Talvez nunca se saiba ao certo, pois o assunto ainda é tabu na Líbia. Annick Cojean arriscou sua vida ao ir a Trípoli investigar essa história. Ali, encontrou uma sociedade hipócrita e decadente, dilacerada pela prostituição, pela corrupção, pelo terror, por estupros e assassinatos. Em O harém de Kadafi, Annick Cojean possibilita que as vítimas do ditador líbio contem sua história para o mundo, devolvendo um pouco de dignidade a mulheres cuja vida foi destruída por um monstro.



O Diário de Helga
Calcula-se que das 15.000 crianças que passaram pelo campo de internamento de Terezín, na antiga Tchecoslováquia, apenas 100 chegaram com vida ao fim da Segunda Guerra Mundial. A respeitada artista plástica Helga Weiss é autora de um dos mais comoventes testemunhos do Holocausto. Aos 83 anos, ela vive em Praga, no mesmo apartamento em que morou com os pais antes da deportação.

Em 1938, por ocasião da ocupação nazista em seu país, a menina de 8 anos, filha de um bancário e uma costureira, começou a escrever e a desenhar suas impressões sobre tudo que aconteceu com sua família. Em um caderno, Helga narra a segregação dos judeus ainda em Praga, a desumana rotina de privações e doenças de Terezín e sua peregrinação ao lado da mãe por campos de extermínio como Auschwitz, onde escapou por pouco da câmara de gás.



Lugar Nenhum
Em 'Lugar Nenhum' Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parece ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.

Lugar Nenhum é o primeiro romance de Neil Gaiman, autor dos best-sellers Deuses Americanos (Conrad, 2004) e Filhos de Anansi (Conrad, 2006), e criador da revolucionária série de quadrinhos Sandman. Concebida originalmente como série de TV em seis capítulos, Lugar Nenhum foi transmitida pela rede inglesa BBC. A transformação em romance resultou em sucesso imediato, conduzindo a obra às listas de best-sellers do Los Angeles Times e do San Francisco Chronicle, entre outras.



A Memória de Nossas Memórias
Neste terceiro romance da jovem escritora americana Nicole Krauss, uma escrivaninha tem o poder de quase obliterar a vida de quem a possui. É a partir dela que as histórias de personagens tão diversos entre si formam, aos poucos, um poderoso ensaio sobre memória e esquecimento, esperança e remorso, passado e futuro. Há a narrativa da reclusa autora nova-iorquina que herda o móvel de Daniel Varsky, um jovem poeta chileno torturado e morto durante a tenebrosa ditadura de Augusto Pinochet. Do outro lado do Atlântico, em Londres, o viúvo de outra escritora cujo passado ele faz questão de esquecer, aos poucos se encaminha na direção de uma descoberta cujos efeitos lancinantes serão difíceis de mensurar em sua própria vida. E em Jerusalém, um antiquário que sobreviveu à sanha genocida dos nazistas passa boa parte do seu tempo tentando reconstruir, por meio de objetos coletados nos quatro cantos do mundo, o idílio de uma vida familiar há muito desaparecida. O resultado é um painel narrado com elegância e empatia por meio de personagens que vão descortinando aspectos inesperados de seu próprio percurso. Ficção eminentemente contemporânea em que a presença de autores como o alemão W.G. Sebald e o chileno Roberto Bolaño pode ser antevista por meio de situações e personagens, mas em nenhum momento abrindo mão da originalidade de uma escrita ao mesmo tempo íntima e épica. A Memória de Nossas Memórias é, acima de tudo, uma profunda reflexão sobre o que deixamos para trás ao longo da vida.



Stieg Larsson - A Verdadeira História do Criador da Trilogia Millennium
Antes de publicar a trilogia que se tornaria um sucesso estrondoso e venderia mais de 60 milhões de cópias no mundo inteiro, Stieg Larsson (1954-2004) foi um dos maiores ativistas políticos de seu país. Seu colega, o jornalista e editor Jan-Erik Pettersson, remonta nesta biografia a intensa história de engajamento do escritor e como ela moldou sua vida e sua obra. Larsson começou seu envolvimento político muito jovem, participando das manifestações contra a Guerra do Vietnã nos anos 1960 e visitando países africanos em conflito, como a Eritréia, nos anos 70. Como jornalista, combateu a extrema direita e defendeu os direitos das mulheres e de minorias. O jornalista e sua mulher, Eva Gabrielsson, viveram anos sob a ameaça de morte por parte dos grupos criminosos neofascistas que proliferaram na Suécia. A preocupação com as questões sociais foi fundamental para dar corpo à trilogia Millennium e criar a notável figura de Lisbeth Salander - que encarna, junto com o jornalista Mikael Blomkvist, os ideais de luta contra as injustiças. Pettersson conta que Larsson falava abertamente dos romances que o deixariam milionário e iriam lhe garantir uma aposentadoria confortável. A triste ironia, porém, foi ele ter morrido subitamente, jovem demais (aos cinquenta anos, de ataque cardíaco) antes que pudesse ver seus livros publicados.