quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Vida de Pi

Um dos livros que quero ler em 2013 é a "A Vida de Pi" de Yann Martel! Li e vi muita crítica positiva sobre o livro e fiquei com vontade de ler e lerei. Tá na minha lista de prioridades e fica a dia para um presente de Natal!
"A Vida de Pi", romance vencedor do Booker Prize em 2002, já é considerado um clássico, e conta a aventura intrigante do jovem Pi, um garoto indiano vítima de um naufrágio. A obra não apenas prende o leitor, mas também o faz refletir sobre o valor da vida, a importância da fé e o papel da imaginação no modo como se percebe a realidade.



Veja Trailer:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Reflexos




Vivo eu a suspirar por entre versos;
Poesias escolhidas d'alma
Versos que retratam em meu peito
A vida que não tenho mais!
Versos ao vento; que não sou
Vento que me leva; dor
Vento que me traz: amor
Vida e poesia que não tenho mais
Mas que vivo entre versos,
Com lágrimas, suspiros e ais...!


1999
Agatha Christie

sábado, 24 de novembro de 2012

Julia Margaret Cameron

Retrato da fotógrafa Julia Margaret Cameron, 1862

A rainha Vitória teve reinado de 1837 a 1901. Período que ficou conhecido como a “Era Vitoriana”, tempos de prosperidade econômica, política e cultural. Na fotografia, surgiu: Julia Margaret Cameron (1815-1879).
Nasceu em Calcutá, de pai inglês e mãe francesa. Foi educada na França, voltou à Índia, conheceu seu marido e lá residiu até se mudar para a Inglaterra em 1848. Começou a fotografar em 1864, aos 48 anos de idade, ao ser presenteada por sua filha com uma câmera para amenizar a solidão. Entre as irmãs, ela era considerada o “patinho feio” — mais tarde, Virgina Woolf a definiria como a talentosa dentre as três irmãs, no prefácio de sua primeira coleção de fotografias, publicada pela Hogarth Press em 1926.
Cameron fotografava por prazer e deixou uma marca siginificativa para a história da fotografia. Sua obra é tão especial, que fotógrafos de todas as idades e do mundo inteiro ainda buscam inspirações em seu prazer mais belo. Sua estética mescla subjetividade, teatralidade e uma luz bem peculiar. Uma das características mais marcantes das fotografias de Cameron são os “olhares” que os fotografados carregam.

A morte do Rei Arthur, 1975
Transformou em estúdio o celeiro de Dimbola Lodge, seu lar na Ilha de Wight, e passou a retratar desde crianças, familiares e amigos até celebridades vitorianas, dentre as quais Charles Darwin, o poeta laureado e vizinho Alfred Lord Tennyson, os pintores John Everett Millais e George Frederick Watts, e o astrônomo John Herschel. Herschel, figura fundamental no desenvolvimento da invenção da fotografia, nutriu uma amizade de mais de 30 anos com Cameron, que a ele atribui parte de seu aprendizado: “meu grande professor nesta arte, que comigo correspondeu enquanto estava na Índia e me enviava todos os espécimes do avanço da ciência”. O manuscrito foi registrado pela fotógrafa em um dos 4 retratos que fez de Herschel.
Cameron fez parte da comunidade artística local, Freshwater Circle, e recebia seus amigos frequentemente, por vezes aproveitando-se de suas presenças para retratá-los. O Freshwater Circle é assunto cômico em “Freshwater“, única peça escrita por Virginia Woolf, sobrinha-neta de Cameron.
Mary Hillier, funcionária doméstica de Dimbola Lodge, foi, segundo a fotógrafa, “uma das  mais bonitas e constantes de minhas modelos. Em todo tipo de forma seu rosto foi reproduzido e, ainda assim, nunca senti findada a graça de sua moda. (…) os atributos de sua personalidade e complexidade de sua mente são as maravilhas daqueles cujas vidas se fundiam às nossas como amigos íntimos da casa”.

"I Wait", 1872

Sua obra é bastante singular em estilo e assunto, e é essencialmente composta de retratos de rosto e alegorias de cenas religiosas ou literárias. Cameron utilizava acessórios, indumentária de época e tecidos em seus cenários, criando uma aura onírica e remetendo a tempos passados e ficções fantásticas. Seus modelos eram normalmente obrigados a posar por horas, não só por conta do processo de colódio úmido utilizado, mas também pelas exigências da fotógrafa. Estava interessada em dar a conhecer sua beleza natural, pedindo aos modelos femininos que deixassem os cabelos soltos para mostrá-los de uma maneira que não estiveram acostumados a se apresentar. Embora a suas fotografias faltasse a agudeza que outros fotógrafos aspiravam naquele tempo, a estes sucedeu divulgar a aura emocional e espiritual dos modelos de Cameron.

The Gardeners Daughter 1867
Seu trabalho foi a maneira que encontrou de protestar contra a Reforma Religiosa. Ao observar suas imagens, principalmente as femininas, encontram-se traços de figuras divinas: suas modelos são quase sempre retratadas com o rosto virado, com a cabeça coberta de panos; algumas, até com asas. O foco suave e a experimentação na composição, os tons escuros e a iluminação simples são algumas das características de seu trabalho. Muitos críticos comparam suas fotografias a pinturas a óleo, o que foi precisamente a intenção de Cameron nas imagens que produziu para ilustrar os doze volumes de “Os Idílios do Rei”, a convite de Tennyson, autor da obra. J.M. Cameron realizava as mesmas características das pinturas que as inspiravam. O individualismo, a expressão dramática e o subjetivismo são as marcas principais de seu portfólio. 
Sua estética veio de um erro, como ela mesma afirmou em um de seus escritos. Sua primeira câmera só permitia um ponto de foco, desfocando os demais; como o retratado tinha de ficar posando por volta de sete minutos, qualquer movimento ajudava a criar mais desfoque. Logo Cameron percebeu o valor artístico deste erro, mantendo-o, mesmo adquirindo seus próximos equipamentos.

Charles Darwin, 1969
Suas fotografias passaram muito tempo esquecidas, até que foram recuperadas por Alfred Stieglitz.
Sua obra caiu na graça do público após ter sido resgatada pelo historiador Helmut Gernsheim, no livro “Julia Margaret Cameron: Her Life and Photographic Work”, lançado em 1948, durante uma onda de nostalgia popular.
Julia Prinsep Stephen, sobrinha de Cameron, escreveu sua biografia, publicada na primeira edição do Dictionary of National Biography, em 1886. Stephen era, além do assunto favorito da fotógrafa, sua sobrinha e mãe de Virginia Woolf.
Atualmente, o museu e galeria de fotografia Dimbola Lodge é a sede da Fundação Julia Margaret Cameron.


The Day Spring, My Grandchild aged two years and three months, 1865

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mensagem de hoje


Você nos escolhe como professores?
Nós o escolhemos também!
Importa-se com o que está aprendendo?
Nós também!
Acha que estamos na sua vida
porque nos ama?
Você não consegue entender?


Nós amamos você também!



Manual do Messias - Richard Bach



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Filme versão norte-americana



Da trilogia Millenium, Os Homens que não amavam as Mulheres (versão norte-americana) tem refilmagem de David Fincher. Esse diretor é conhecido por seu trabalho em thrillers como Se7en, Fight Club, The Curious Case of Benjamin Button e The Social Network. Também dirigiu alguns clipes de músicos como Patti Smith, Sting, Madonna, Aerosmith, Billy Idol, Michael Jackson e a lista se estende... Ganhou prêmios e indicações com os filmes A Rede Social e O Curioso Caso de Benjamin Button.

O filme é baseado no livro do sueco Stieg Larsson, com título original The Girl with the Dragon Tattoo. Este é o primeiro livro da trilogia Millenium. A versão americana da trilogia não está completa, estando prevista para continuar a sequência para depois de 2013.


Millenium é o nome da revista em que Mikael Blomkvist (Daniel Craig) faz parte junto com a sua amante Erika. O personagem Mikael, para quem conhece um pouco sobre Stieg Larsson, seria o próprio autor. Lisbeth Salander (Rooney Mara), seria uma homenagem a uma garota vítima de um estupro coletivo que o autor teria presenciado aos 15 anos e não se perdoou por não tê-la ajudado. A personagem é uma hacker, uma mistura da Lisbeth (vítima de estupro) e sua sobrinha Therese, sua fonte de inspiração.

A história se desenvolve quando o jornalista Mikael está sendo acusado de difamação após uma denúncia contra um poderoso financista. Sem provas, Mikael é condenado. Mas, a prisão para ele, foi como um tempo de descando e lazer. [Essa parte da prisão não é mostrada no filme]. Mikael decide ficar fora da revista, e é contratado por Henrik Vanger, um milionário do grupo Vanger. Mikael é contratato para "escrever" biografia sobre a família Vanger. Na verdade, Henrik lhe pede para desvendar o mistério de sua sobrinha Harriet que teria desaparecido sem deixar vestígios no dia de um trágico acidente na única ponte onde entrava e saía carros. Um desaparecimento que não havia se solucionado há quase quarenta anos. Em troca, Henrick se dispõe a salvar a Millenium (que se encontra em risco de falência) e entregar as provas do poderoso financista.

Harriet sempre dava o mesmo presente para o seu tio Henrik: uma flor prensada em um vidro fixada sobre papel de desenho e emoldurada sempre no mesmo formato. Depois de seu desaparecimento, Henrik continuava recebendo o mesmo presente, e achava que era algum tipo de deboche do assassino de Harriet. Ele acreditava que Harriet teria sido assassinada. 

O sumiço da sobrinha deixava Henrik fascinado por uma explicação. Ele nunca desistiu de querer saber quem fez aquilo com a sua sobrinha. Depois de tantos anos, a família considerava esse caso como um hobbie para o poderoso Henrik. Acontece que, depois de ter contratado Mikael, as investigações foi tomando outro rumo e descobrindo coisas que não haviam sido descoberto antes.

Henrik, antes de contratar Mikael, teria investigado sobre sua vida. A investigação foi feita por Lisbeth Salander. Mikael, precisando de uma assistente, vai até o seu apartamento e a contrata para trabalhar juntos.

Lisbeth Salander trabalhava independentemente para uma empresa de segurança, a mais competente da empresa. Nunca havia falhado em uma única missão. Ela tinha um dom de conseguir informações impossíveis de serem obtidas e um outro de ter uma ótima memória fotográfica. Ela era objeto de cuidados sociais e psiquiátricos por algumas atitudes violentas e comportamento diferente. Tinha um perfil problemático e dificuldade de se relacionar com as pessoas. Ela era considerada potencialmente perigosa para os seus colegas.

Ela estava ao cuidado de Bjurman, antes era de Holger Palmgren, onde se relacionara bem. Lisbeth "dependia" financeiramente de Bjurman, que ao lhe pedir dinheiro, tomava proveito de abusá-la sexualmente. Na segunda vez, foi pior, mas Lisbeth tinha sido esperta e filmado tudo. Na terceira vez, Lisbeth fez questão de ir ao apartamento dele, quando mostrou a fita e o chantageou. Aquele dia, com certeza foi o pior dia de Bjurman. Lisbeth teria tatuado nele com escritas enormes "SOU UM PORCO SÁDICO, UM CANALHA ESTUPRADOR."


Enfim, Mikael e Lisbeth começaram a trabalhar juntos para solucionar o mistério do desaparecimento da sobrinha de Henrik. Ambos ficaram fascinados com a investigação. A história se desenvolve e vai tomando rumos que nos faz vidrar no filme. Novos mistérios sendo desvendados, investigações, fotografias antigas, religião, morte, magia. Os dois, começaram a ter uma boa relação de confiança e amizade e até mesmo de amor. Cenas lindas entre os dois fazendo amor.

Comparando o filme sueco com o filme hollywoodiano, o filme holywoodiano ganha em termos de ambiente, enredo e escolha dos atores. Não tem como negar, mas o cinema americano é muito bom. Não é que o sueco seja ruim, mas o americano é melhor.

Está ai, mas uma dica de filme para você, que gosta de filme policial!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

25 frases


"Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira."
Johann Goethe

"Plenitude é quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada."
Ana Jácomo

"O Amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude."
Gibran Khalil Gibran

"Tudo muda e se transforma no cósmico, e o homem planetário edifica sabedoria na plenitude de seus desejos."
Erasmo Shallkytton

"Sabendo que a paciência é uma virtude, entendendo a vida e sua plenitude, sigo em minha sensatez: um passo de cada vez."
Anderson Alexandre

"É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado"
Chris McCandless

"O amor está na plenitude das coisas mais simples da vida"
Cleiton Sobral

"Mergulhar, contemplar o infinito em sua plenitude é o mesmo que admirar a mais pura e inconfundível beleza que habita no teu ser."
Genivaldo Oliveira Luciano

"Não se pode chegar a plenitude da sensibilidade com o coração fechado"
Clavio Jacinto 

"Não existe plenitude autentica sem amor genuíno"
Clavio Jacinto 

"Jamais poderei descrever com meras palavras a plenitude do meu eu."
Diego Toscano

"A felicidade é o simbolo durável de plenitude e satisfação em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes, dando espaço para as emoções e sentimentos positivos..."
Kauan Pinheiro
"A plenitude da vida esta na beleza de seus pensamentos"
Pâmela Patrícia Correa da Silva

"No escuro da noite ilumino o meu caminho na sombra das estrelas.
A plenitude completa-se com a sabedoria da lua...
O mistério da vida, do ser e do amor revelam-se."
Virginia Marrachinho

"Busquemos a verdadeira paz e a plenitude do amor, que muitos buscam sem buscar."
Francisco Lindovan

"Dentre todas as possibilidades, escolhi a PLENITUDE."
Lena Casas Novas

"Os melhores momentos, são aqueles em que, sentimos a vida em grande plenitude. Um breve espaço em que esquecemos o passado e não programamos o futuro"
Luiza Reis

"Somos fracos demais para sermos felizes em plenitude."
Rogério Stankevicz

"O sentido da vida é sentir a vida na sua mais doce plenitude."
Gil Nunes

"Não haverá plenitude,enquanto alma e espírito permanecerem juntos"
Adelia Argolo

"Viva o presente com sabedoria e plenitude para que o ontem seja um sonho de felicidade e cada manhã uma visão de esperança!"
Desconhecido

"A alma eleva-se à altura daquilo que ela admira."
Guyrot

"Uma vida é uma obra de arte. Não há poema mais belo que viver em plenitude."
George Clemenceau

"Me encante com uma certa calma. Sem pressa, tente entender a minha alma."
Pablo Neruda

"Sinto-me completo. E partilhando de todas as contradições que a plenitude me permite."
Rafael Silveira

domingo, 4 de novembro de 2012

Sobre uma crítica do filme "Intocáveis"

"O fenômeno mundial "Intocáveis" traz a história de um aristocrata que contrata um jovem para ser o seu cuidador após um acidente de parapente, o que o deixou tetraplégico. O que era para ser um período experimental, acaba virando uma grande aventura. Amizade, companheirismo e confiança são os elementos que transformam esse filme tocante e inesquecível."
Eu lamento algumas críticas. A crítica de Nei Duclóis sobre o filme "Intocáveis" na Revista Bula é totalmente radical e preconceituosa. Não sei quem fez dele um "crítico de cinema", mas nas poucas linhas percebe-se o pouco conhecimento sobre. 
O filme tem um enredo lindo e sua estética é perfeita. Se o filme é clichê, o que importa? Será que tudo que é clichê deve ser vomitado?
O filme, para quem não percebeu, fala justamente de preconceito contra pobres. Pode ser clichê, mas é uma verdade. Não é um esteriótipo um ator fazer papel de pobre falando gírias, escutando músicas de periferia. É mostrar uma realidade. 

O que eu achei bonito no filme, foi justamente o que Nei Duclóis critica em "Intocáveis: Pretty Woman na era Facebook". O contato entre o rico e o pobre, e suas diferenças de cultura, mostra que somos todos iguais, e que podemos aprender muito com ambas as partes. Quebrar preconceitos, mostrar o outro lado. Às vezes os valores que são ensinados para os filhos de pobres e ricos são os mesmos. A educação não tem classe social. Confundir cultura com esteriótipos de cinema é um tanto arrogante.
Nei Duclóis

Não gostei da crítica dele, não foi porque ele falou mal de um filme que eu gostei. Cada um deve ter a sua opinião sobre qualquer coisa. Apenas acho que ele não analisou o filme como um todo. Parece que ele tomou para si, é algo pessoal.
O filme não mexe com uma luta de classe, ou superior versus inferior. Não! O filme mexe com pessoas que tem uma cultura diferente. No fim, eles se completam. Não por ser pobre e rico, mas por serem diferentes, terem valores e condições diferentes. 
O filme fala de amizade, de amor, de bom humor, de música, de educação. O filme é tão gostoso de ver e de um humor sincero.

Isso de cinema francês, cinema americano é outro esteriótipo estúpido. É claro que suas origens são diferentes, mas isso não quer dizer que todo filme francês tem que ter uma fórmula. Eu tenho certeza, que pela simplicidade do filme, ele não foi feito para gerar lucro como apenas mais um "filme de fábrica", ele de fato mereceu o lucro porque ele foi bom no que fez.
Vou ser sincera: eu não gosto de "críticos" de cinema. A maioria só fala mal para aumentar o seu ego.
Para quem não viu, recomendo!