quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Elvis Presley, O Rei do Rock

“Presley foi um dos criadores do rockabilly, uma fusão de música countryrhythm and blues.”

O Rei do Rock ainda é o artista solo detentor do maior número de "hits" nas paradas mundiais e também é o maior recordista mundial em vendas de discos em todos os tempos com mais de 1 bilhão e meio de discos vendidos em todo o mundo.


Elvis Aaron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935 e morreu em 16 de agosto de 1977. Único sobrevivente ao parto de gêmeos univitelinos. Seu irmão iria se chamar Jessie Garon. 

Nos seus primeiros anos de vida, cresceu em meio aos destroços de um furacão que devastou sua cidade no dia em 1936. Esse triste fato ocasionou, mesmo o estado do Mississipi sendo na época um centro do racismo americano, uma união entre brancos e negros, que deixaram de lado por algum tempo, o conflito racial, tudo em prol da reconstrução da cidade.

Em 1945, Elvis participou num concurso de novos talentos na "Feira Mississippi-Alabama", onde conquistou o segundo lugar e o prêmio de 5 dólares, mais ingressos para todas as diversões. Elvis, na ocasião, cantou Old Shep, canção que retrata o desespero de um menino pela perda de seu cão. No mesmo ano, o seu pai presenteou-o com um violão, que passou a ser a sua companhia constante, inclusive na escola.



Na década de 50, ficou conhecido como Elvis The Pelvis, por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece que Elvis se destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século XX. 

No período de 1948 até 1954, Elvis trabalhou em várias atividades. Foi lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Concluiu seus estudos em 1953. Nas horas vagas, cantava e tocava seu violão e, eventualmente, onde possível, arriscava alguns acordes ao piano. Reza a lenda que apreciava cantar na penumbra e até em breu total. 


Em julho de 1954, Elvis entra em estúdio e grava outras canções iniciando assim sua carreira profissional. No dia 5 de julho de 1954, considerado o "marco zero" do rock, Elvis ensaiava algumas canções , até que, em um momento de descontração, de forma improvisada, começou a cantar o blues "That's All Right, Mama" de Arthur Crudup, provocando em Sam Phillips um grande entusiasmo. Surgia então o rockabilly, uma das primeiras formas do rock'n and roll junto com o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black além de Sam.

Para ouvir: "Blue Moon of Kentucky"


A partir do dia 7 de julho daquele ano, suas canções começaram a tomar conta nas rádios. E o ano de 1955 pode ser avaliado como a gênese do sucesso nacional de Elvis. 

Os brancos na época, preconceituosos burgueses representantes da classe dominante, achavam-no vulgar, enquanto representante de uma estética popular, cuja interface negra - o rock, "filho" também do R&B - era uma música de negros e para negros e, por isso, considerada "menor" por aquele grupo dominante. Já os negros, achavam que por ser uma música de origem negra, nenhum branco deveria representá-la e divulgá-la, mormente para um faturamento que sempre lhes fora negado. Elvis, em verdade, foi perseguido e tornou-se vítima de muitos preconceitos por ir de encontro a um sistema estabelecido e quiçá por ter origens humildes, um "caipira sulista", fato pelo qual ele sempre foi discriminado. 

Suas apresentações televisivas quebraram todos os recordes de audiência, além das inevitáveis polêmicas geradas por suas performances explosivas. Podem ser citadas como exemplos, as interpretações de "Hound Dog" nos programas de Ed Sullivan e Milton Berle. Algumas de suas apresentações foram censuradas.


Em janeiro de 1957, em sua última apresentação no programa de Ed Sullivan, Elvis provocou uma enorme celeuma, quando, contra a vontade do apresentador, cantou a música gospel preferida de sua mãe, "Peace In The Valley". A repercussão foi imediata e polêmica, levando-o à gravação de seu primeiro disco gospel, um EP com quatro canções. No final de 1957, um show realizado no Pan Pacific de Los Angeles foi considerado um dos maiores momentos da carreira de Elvis, por sua sensual e arrebatadora apresentação, considerada escandalosamente provocativa pelos puritanos da época. 

Neste ano, Elvis adquiriu a mansão Graceland, sua eterna morada. Em 1959 conhece Priscilla Beaulieu (que tinha 14 anos na época), que viria a ser sua mulher alguns anos mais tarde. 

Em 1958, Elvis foi para o exército, uma convocação real, facilmente descartável, porém aproveitada comercialmente por seu empresário para expandir sua faixa de público. Sua mãe falece nesse ano e Elvis nunca foi o mesmo. Elvis volta do exército e, para a surpresa de todos, lança álbum gospel em homenagem à mãe. O Rei do rock prova que sua ida ao Exército e o fim da década de 50 não abalaria seu sucesso e que alguns de seus álbuns na década de 60 se tornariam clássicos.



No cinema, Elvis Presley contou com a sensível direção do veterano Don Siegel no filme Flaming Star, um novo reconhecimento da crítica, virando um de seus mais bem sucedidos filmes em qualidade. 
Os maiores e melhores destaques no cinema foram, Flaming Star (1960), Wild In The Country (1961), Follow That Dream (1962), Kid Galahad (1962), Fun in Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Roustabout (1964). A partir de 65, seus filmes e trilhas-sonoras perderam qualidade drasticamente, configurando período de grande alienação e tédio pessoal para o artista. O filme "Viva Las Vegas" é considerado um de seus melhores momentos no cinema, sendo muito elogiado até os dias atuais. 

Em 1967, Elvis Presley finalmente casa-se com Priscilla Beaulieu, já residente em Graceland, Memphis, desde meados da década, o matrimônio foi realizado na cidade de Las Vegas

Em 1 de fevereiro de 1968 nasce a sua primeira e única filha: Lisa Marie Presley. No ano seguinte Elvis retornou aos palcos, após 8 anos de afastamento voluntário do contato direto com o público. O lugar escolhido foi Las Vegas, onde passou a realizar várias temporadas anuais regularmente; aclamadas pela crítica e público.

Em 1970
Nos anos 50, suas apresentações explosivas eram, em verdade, espontâneas e intuitivas; tão fascinantes como, de certa forma, ingênuas e amadoras. Pois, a partir deste 1969, Elvis Presley amadureceria sua performance e se tornaria um cantor experiente e com domínio cênico, além de ser avaliado como fantástico pela crítica da época, além de profissional e exuberante. E excêntrico, com suas roupas ainda mais extravagantes e estilizadas. O ano de 1969 também seria marcado por sessões de gravação muito produtivas e pela escolha de um repertório e equipe musical de grande qualidade. A resposta foi imediata: "Suspicious Minds", "In the Ghetto" e "Don't Cry Daddy" tornam-se "big hits" em todo o mundo. 

Em 1972, seu casamento chegaria ao fim, ainda de maneira informal, causando-lhe imenso impacto e progressivo transtorno pessoal. Ela reclamava que ele estava muito distante dela por causa de seus shows, além de existirem casos de infidelidade. Em janeiro de 1973, ele pede o divórcio definitivo. Ironicamente, Elvis viveu um ano triunfal profissionalmente, retornando, glorificado, ao primeiro lugar das paradas mundiais de sucesso com a canção "Burning Love".
Em 1954
Apesar do aumento dos problemas pessoais e uma crescente piora em sua saúde com o visível aumento de peso, Elvis consegue empolgar em muitos de seus shows a partir de 1974, seus espetáculos foram se transformando, onde era priorizado a qualidade e grandiosidade das canções e sua voz que atingia cada vez mais o seu auge. O ano de 1974, artisticamente, foi deveras criativo para Elvis Presley e poderia ter se tornado a pedra fundamental para uma nova grande guinada em sua carreira e vida pessoal, o que aconteceria em parte, especialmente em alguns espetáculos em Las Vegas, onde Elvis inovou em seu repertório, bem como em seus trajes, bastante distintos em relação aos usados na época. Após 13 anos ausente dos palcos de Memphis, sua residência, neste 1974 Elvis voltou a apresentar-se na cidade, triunfalmente.
Jailhouse Rock
Morte 
Na noite de 15 de agosto Elvis vai ao dentista por volta das 11:00 da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas canções ao piano, indo dormir por volta das 4 ou 5 da madrugada do dia 16 de agosto. Por volta das 10 horas Elvis teria levantado para ler no banheiro, o que aconteceu desse ponto até por volta das duas horas da tarde é um mistério. O desenlace ocorreu, possivelmente, no final da manhã, no banheiro de sua suite, na mansão Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Os fatores predisponentes sistêmicos, os hábitos cotidianos e as circunstâncias que culminaram com a morte de Elvis Presley, são dos pontos mais polêmicos e controvertidos entre seus biografos e fãs. Elvis só foi encontrado morto no horário das duas horas da tarde por sua namorada na época, Ginger Alden. Logo após, o seu corpo é levado ao hospital "Memorial Batista" e sua morte confirmada. A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura.
Estátua de Elvis em Jerusalém, Israel
O que está provado é que ele se viciou em medicamentos, perdendo totalmente o controle a partir dos anos 70, quando o dr. George Nickopoulos receitava abusivas doses de medicamentos para Elvis, culminando assim na sua morte. O referido médico foi levado ao Tribunal em 1981, acusado de receitar a Elvis um tratamento médico "ultrajante", mas foi absolvido. O fato é que Elvis era uma pessoa altamente complexa em sua vida pessoal e artística, uma pessoa de temperamento difícil, transformava-se de um instante para outro de uma pessoa alegre, simpática e falante em uma pessoa carrancuda e até mesmo infeliz; era, segundo pessoas próximas, hipocondríaco, o que talvez explique sua paranoia pela leitura de bulas de remédios e a alta quantidade de remédios que ingeria, tinha problemas no cólon (descolamento), o que lhe causava horríveis dores, além de problemas no fígado, essas enfermidades deterioraram todo o seu organismo e provocaram o mal cardíaco culminando com sua morte.


Além dos clássicos "I Can't Tell  Falling In Love With You", "My Way", "Blue Suede Shoes", "Always on My Mind", "Little Less Conversation",  "Rubberneckin'", "Welcome to My World", "Suspicious Minds", "Memories", "Almost in Love" (uma das mais lindas) e "Love Me Tender". O Rei do Rock deixou uma gama enorme de boa música country, gospel, blues e não nos deixou só com os clássicos. Tem mais outros clássicos esperando para serem escutados. Como "Trying to get to you", "HeartBreak Hotel", "I Want you, I Need you, I Love you", "I Got a Woman", "Got  a Lot O' Living to Do!", "Trouble", "Bridge Over Troubled Water", "It's Over", "Charro!", "Separed Ways" e "Indescribably Blue".
Mas as que eu mais gosto são country e blues, como "Steamroller Blues" e as mais românticas como "Are you Lonesome Tonight". Amo também a calma "Crying in the Chapel" e a agitada "Good Luck Charm".
A lista não para por aí, "It's now or never" canto todos os dias no banheiro. E uma outra que amo demais é "Suspicion" (não é Suspicions Minds)!!!
Elvis tem uma imensa discografia. Vale a pena conhecer todas elas!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O verdadeiro Che Guevara - Humberto Fontova

Bom, eu terminei de ler no mês passado este livro de Humberto Fontova onde ele fala a verdade sobre o mito Che Guevara que muitas vezes foi comparado ao Jesus Cristo. 
Este livro é indicado às pessoas que querem saber sobre o Che Guevara e como começou as revoluções cubanas. Neste livro você encontra o relato do próprio autor sobre a situação na época, e relatos de revolucionários e cubanos que viram de perto o que o Che Guevara fez em Cuba. 


Neste livro não só fala do esquerdismo e etc, mas também da personalidade de Guevara. Fala como Che Guevara foi capturado (o verdadeiro relato, e não àquele que os esquerdistas se orgulham). E também tem fragmentos dos jornais na época, jornais americanos. Também fala sobre os preconceitos de Che Guevara: cubanos, negros, homossexuais, roqueiros. Che Guevara não só matou e torturou homens, como crianças, mulheres (inclusive grávidas).
O autor também fala de Fidel Castro e como está Cuba hoje nas mãos do Raul Castro. É aterrorizante e cômico, de certa forma. Tem um ar de humor negro este livro. 
Ele ainda fala de alguns famosos que vestem a camisa do Che Guevara. Alguns vão até à Cuba e falam muito bem de Cuba pelo seguinte fato: Cuba está dividido por cubanos e estrangeiros, Cuba tem praia pra estrangeiro, hospital pra estrangeiro, lojas e blábláblá! Os famosos são vigiados em Cuba em seus próprios quartos de hotel! Ou seja, o estrangeiro ou famoso que vai à Cuba, não conhece a verdadeira realidade do povo cubano! Então não se iluda falando que Cuba tem o melhor hospital porque não tem!




Felizmente, não vou me atrever a falar ou fazer uma resenha deste livro. Tem muitas questões e acontecimentos que eu não saberia falar muito bem.
Mesmo eu tendo o livro em mãos, eu tiraria muita coisa dele pra que você pudesse entender. Mas eu não tou com muita paciência de reler algumas coisas pra registrar aqui.
Então eu vou deixar aqui o link de uma resenha muito boa do Mídia Mais, que resume bem o que tem no livro. Considerando que o livro é repleto de fatos, acontecimentos que não se dá pra enumerar em um único post.
Aqui vai também um documentário "O verdadeiro Che Guevara - Anatomia de um Mito" (eu não assisti ainda, mas parece ser bom).