terça-feira, 24 de abril de 2012

Sabe quanto tempo vive um rato?

O que me levou a esse poste, foi a ideia "maravilhosa" de um dito "facebooker". 
Não vou dizer aqui que "sou a pessoa mais racional que existe", mas quero apenas fazer a minha reflexão sobre o assunto.
Para começar:
Os testes feitos em animais são de utilidade científica para.... advinha o quê? Completar nosso conhecimento racional. E até mesmo descobrir coisas novas para utilidades e vida longa para o ser humano.
Seriamos, cientificamente falando, irracionais em se tratando de descobertas científicas e descobertas de combate a doenças dos seres humanos. Se não fossem os testes, epidemias e mais epidemias estariam se alastrando no mundo inteiro.
A solução levantada pelo garoto seria usar presidiários, já que eles "lotam" os presídios brasileiros. O problema está nos presidiários ou nos presídios? O problema está no país não? Por que em outros países não se tem tantas pessoas criminosas? Não seria um problema da legislação brasileira? Tantos e tantos presidiários ainda estão presos quando deveriam estar soltos com o problema do andamento de seu "caso". Isso já foi visto antes, mas a questão é de grande relevância que não se fala sobre isso na "mídia". É tão raro quanto um político querer resolver tal problema de loteamento nos presídios.


Nos comentários de tal poste, vi comentário de uma menina que cita o documentário chamado "A carne é fraca". Okay, eu já assisti e todos os vegetarianos também já viram. O que mais tem no documentário não é o "logos", é o "pathos", o que defino o documentário como "suspeito". 
O documentário foi feito por vegetarianos, com o objetivo de "disseminar" sua ideologia. Biologicamente falando, se uma pessoa tem genes carnívoro e se tornar vegetariano, provavelmente terá problemas cardíacos. Caso contrário, a chance de ter problemas nutricionais e/ou cardíacos, diminui bastante.


Comparando a vida de um presidiário, sendo ele de fato culpado ou não pelos crimes que supostamente ele cometeu (sabemos que no Brasil inocente ser culpado é quase normal), por roubar 2 reais ou um pacote de bolacha.... sendo estes presidiários tendo a chance de se conscientizar, se recuperar e se arrepender, quando saísse tendo oportunidades para que este não volte para a criminalidade... enfim... comparando a vida deste cidadão, com a de um rato que vive entre 2 à 5 anos, e contrai doenças para o ser humano (tomo peste negra como exemplo) na lógica do "facebooker", vale a pena mesmo sacrificar pessoas?
Não seria contra a própria ética-moral?


Vejo trabalhos com material reciclado feitos por presidiários vendendo uma loja de shopping. Conversando com a vendedora, ela afirma que eles ficam empolgados pra fazer cada vez mais e aprender cada vez mais coisas.


É claro que tem gente canalha no mundo! Claro que existem assassinos... mas se esta ideia ridícula fosse posta em prática, não estaríamos nos igualando ao assassino? Quer comparar a compaixão de um rato com a de um ser humano?


Ainda bem que Deus me fez racional.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O que é indústria cultural?

Sou a favor da indústria cultural. As pessoas têm escolhas. Eu escolho ler um livro do que ver Michel Teló no Faustão, e você?


O termo indústria cultural foi utilizado pela primeira vez por Adorno e Horkheimer, que eram membros da Escola de Frankfurt entre os anos 20 e 30.
Quando estourou a noção de "indústria" pós guerra, esses dois membros da Escola de Frankfurt previram o que aconteceria com a arte no capitalismo industrial.
"A arte seria tratada simplesmente como objeto de mercadoria, estando sujeita as leis de oferta e procura do mercado".¹
A arte seria "divulgada" nos meios de comunicação como a televisão, rádio, impondo dessa forma o que se deve apreciar.
Vamos levar em consideração também a questão da subjetividade e da objetividade quando se fala de escolhas musicais por exemplo. Será que não podemos classificar uma música como boa ou ruim? Será que seria subjetivo mesmo? Bom pra mim e ruim pra vc. Como?
Levando em consideração o objetivo, a música existe sim alguns critérios: letra, melodia, voz e etc. Se fosse assim dessa forma, poderemos sim, classificar uma música melhor que a outra.
Mas o que é bom pra mim, pode não ser bom pra você! É, isso é ser subjetivo.

Existe o lado bom da indústria cultural. Temos as músicas e os livros divulgados, para podermos conhecê-los e até mesmo apreciar. Sem a indústria, não conheceríamos e nem teríamos apreciado (ou não).
Mas aí vem um problema: Se eu sei que, bandas se tornam ricas, super conhecidas mesmo com letra e melodia pobres e que "viola os direitos humanos" e a "privacidade" de certa forma, por que fazem tanto sucesso? Por que todo mundo 'gosta' e devo escutar?
Bom, temos o direito de escolha, podemos escolher o que ouvir ou não. Temos a escolha de não ligar a TV no dia de domingo. Temos a escolha de não assistir Crepúsculo no cinema, e entre outras coisas.

Mas sim, dentro da indústria cultural existe um problema. Não escutamos Michel Teló porque queremos, nem assistimos Crepúsculo porque queremos. Observei isso quando fui assistir o primeiro filme de Crepúsculo que minha amiga estava louca pra assistir. E finalmente observei que as meninas não estavam ali para assistir o tal filme, e sim pra gritar porque viu o ator sem blusa. Não estavam ali pela "arte" (filme e livro). É consumir e pronto! Assim como Michel Teló, daqui a um ano ninguém lembrará e escutará 'ai se eu te pego'.

Se tiver com o interesse, leia e discuta "Você é a favor ou não da indústria cultural?"
Lembrando que há várias teorias, não só as de Adorno e Horkheimer (com visão negativa).