sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tez


No semblante um ar fino
Almejo-o sem furtar
Um puro ar tão fino
Desejo apenas expressar

Sem curvas ou variadas retas
Desejo apenas o uniforme
Onde há luz que o momento conforte
Deixando-me apenas uma meta

Sem outro ar a cortar-me
Analiso-me encarcerado
Dar-me tu a olhar-me
O teu ar tão assombrado

Aos semblantes fixados
Não verás um visionário
Nem tão pouco um ar de fendas
Sem preocupar-me com honorários
Busco apenas que me entenda!

Poema: Ângelo Lima
Foto: Paty Lavir